COPENHAGUE - Nunca tanta gente se reuniu um só lugar para discutir um tema comum a todos os países, independente de sua localização no mapa múndi ou das cifras de suas economias. Como o homem pode brecar um problema criado pelo próprio homem?
A maioria das discussões da COP 15 girou em torno dos gases poluentes. o principal: o CO2, que concentrado na atmosfera, faz aumentar a temperatura. Essa emissões de CO2 estão ocorrendo com mais frequencia nos últimos 150 anos por causa da queima de combustível fóssil, petróleo, que movimenta carros e indústrias do mundo todo.
E aí está o x da questão. Quem ao longo dos séculos emitiu mais CO2 deve arcar com a responsabilidade histórica?
Os países pobres e em desenvolvimento dizem que sim. os países ricos da União Europeia, e principalmente os EUA, querem dividir esta conta.
ONGs
Além dos negociadores oficiais, na COP 15 existem uma série de observadores, alguns representantes das ONGs que são convidados. Carlos Rittel, o Coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF Brasil.
"A Conferência da Dinamarca encerra um processo de negociação que se iniciou há quatro anos, quando começaram a discutir o que seria um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, a definição de metas mais agressivas, ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito estufa para os países desenvolvidos, iniciamos um processo de diálogo sobre o que seriam estas metas e diversos outros temas”.
Em Kyoto, não havia muitos dados, por isso as florestas ficaram de fora. Agora, o REDD deve entrar em um dos capítulos da Conferência de Copenhague e é muito importante para Amazônia.
Existe na agenda de negociações um capítulo especial sobre florestas. Como é possível ajudar países em desenvolvimento em seus esforços de combate ao desmatamento e degradação florestal.
Fracasso?
Ao longo da semana, sinais de que as negociações fracassavam. Quem assistia as reuniões fechadas, saia desiludido.
"Insatisfatória. O resultado está longe do que esperava. Apesar do pessimismo inicial, quando o Brasil colocou metas como um país não anexo 1, e depois logo em seguida os Estados Unidos e a China admitiram metas que até antes não faziam, criou um otimismo. Acho que o ímpeto inicial foi bom, inclusive do Brasil, mas está muito difícil", Luiz Pinguelli - secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
Nos últimos dias da Conferência, o momento mais esperado. Na Assembleia Geral da ONU, líderes do mais de 120 países discursavam. O presidente Lula reafirmou compromissos assumidos ainda no Brasil, de reduzir as taxas de emissões em até 38,9% e o desmatamento na Amazônia em até 80% até 2020.
"Amazônia é o grande patrimônio dos povos que a habitam. Daí, o nosso compromisso de reduzir o nosso desmatamento até 2020. A hora de agir é esta. O veredicto da história não poupará os que faltarem com suas responsabilidades neste momento".
Philip Fearnside
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