COPENHAGUE - Tudo na capital da Dinamarca lembra a Convenção do Clima. Na praça principal de Copenhague, foram colocados vários globos que mostra o que pode acontecer com o Planeta, se não tomarmos uma atitude agora. O pior dos cenários um lugar muito mais quente do que a vida humana pode suportar.
Cientistas e políticos chegaram a Copenhague com pelo menos uma certeza: a temperatura média da Terra não pode subir mais do que 2 graus centígrados até o fim deste século, ou as alterações climáticas fugirão do controle.
Mas não há consenso em vários outros pontos. As geleiras vão derreter de modo irreversível? Neste caso, ilhas do Oceano Pacífico que abrigam pequenos países seriam varridas do mapa?
E a Amazônia? Seria transformada em Savana com árvores dispersas e vegetação rasteira?
Filas
Ativistas, políticos, jornalistas igualmente tiveram que enfrentar longas filas para credenciamento. Era evidente que a Dinamarca não esperava um público tão grande. O BelaCenter, o Centro de Convenções da COP 15, tinha capacidade para 15 mil pessoas. A ONU pré-credenciou 45 mil, três vezes mais. E aí, cada um teve que dar um jeito para esperar pelo lado de fora, no frio. Pulinhos e café ajudavam. No nosso caso, foram mais de seis horas em pé, para conseguir entrar somente no dia seguinte.
Foto: Daniela Assayag
Imprensa
O mundo inteiro reunido em um só lugar. Participam da Conferência de Copenhague 192 nações do mundo inteiro. Pessoas que, juntas, tentam pensar um futuro melhor e podem mudar o futuro do planeta Terra.
Mais de 3.500 jornalistas cobriram a Convenção do Clima. A sala de imprensa mais parecia uma Torre de Babel.
Era por esse computador que eu e o cinegrafista Sisley Monteiro editávamos as matérias e mandávamos para o Brasil, via internet. Pela rede mundial de computadores, também entrávamos ao vivo pelos telejornais.
Tinha de tudo. De equipamentos simples de videorrepórter ou ultrasofisticados. As grandes emissoras de TV do mundo montaram verdadeiros estúdios no meio dos corredores.
Philip Fearnside
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