COPENHAGUE – A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (COP 15) aconteceu na capital dinamarquesa. Para chegar até lá, saímos de Manaus e cruzamos o Atlântico, de avião. Nesta época do ano em Copenhague, as árvores, quase sem vida, não mostram o degredê de verdes cores que estamos acostumados. Ao contrário, por todos os lados um rotineiro branco do leste europeu.

Na cidade-sede da COP 15, parece até ironia falar em aquecimento global em um ambiente com neve por todos os lados. Mas o tempo anda meio estranho até na Dinamarca.

Daniela Assayag e Sisley Monteiro na neve em Copenhague
Normalmente, no mês de dezembro, o país europeu estaria com a temperatura de cerca de 22º negativos. Hoje está apenas 3 ou 4 graus abaixo de zero, este é o inverno considerado quente na Dinamarca.
Esqueça o gigantismo assustador das grandes metrópoles do Mundo. Copenhague, a capital da Dinamarca, com um pouco mais de um milhão de habitantes, tem o charme de cidade pequena, com estrutura de cidade grande.
Modernidade: os 14 km que separam Copenhague da cidade de Malmö, na Suécia, foram percorridos por uma ponte e logo depois por um túnel, que passa embaixo do mar.
Tradição: a cidade fundada por volta de 1200 guarda muita história antiga e recente, com prédios nos estilo neoclássico e renascentista, como as charmosas casas do Canal de Lohan.
Em cada esquina, cortesia dos súditos da rainha Margaret II, educação que leva a fumante ao lado de fora do prédio, mesmo debaixo do frio e vento, que não impendem que o povo continue usando as bicicletas para ir e vir de qualquer lugar. Copenhague é uma cidade de ciclistas, dos mais diferentes tipos.
Ciclovia aqui e tão comum e necessária quanto as ruas para os carros e calçadas para os pedestres.
Foi neste lugar, moderno e tradicional, gelado e acolhedor, que as Nações Unidas tentaram, por duas semanas, mudar o rumo da História.
Philip Fearnside
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