COPENHAGUE – A Amazônia é um lugar que muito se fala e tão pouco se conhece. No mesmo ano, chuvas incessantes provocaram inundações e enchentes. Seca sempre houve, mas porque as estiagens estão tão frequentes?
Os cientistas ainda não podem afirmar que são efeitos do aquecimento da Terra. As pesquisas que relacionam ou não esses fenômenos - as mudanças do Clima do Planeta - só ficam prontas em uma década. As secas e enchentes severas, porém, são um alerta para a região que tem um ecossistema ao mesmo tempo tão rico e tão frágil.
Mas, como mensurar esta riqueza? Como medir o serviço ambiental que a floresta oferece ao Planeta? Quanto vale tanta biodiversidade? Qual o preço para mantê-la de pé? Repostas que eram esperadas do outro lado do Globo, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 15).
Respeitados cientistas, como o americano Thomas Lovejoy, argumentam a favor da floresta. Há 40 anos estudando a Amazônia, Lovejoy preside a Heinz Foundation, um centro de ciência, economia e meio ambiente em Washington.
Em Copenhague, ele defendeu que a Amazônia é fundamental para o sistema climático do globo. “A biosfera e atmosfera trabalham fisicamente integradas. A Amazônia e os oceanos são peças importantes desse sistema”, afirma o ecólogo.
Mark Tersek, presidente da The Nature Conservation, uma das maiores Organizações Não-governamentais do mundo, defendeu que a Amazônia não é importante somente para o equilíbrio do clima e para o sequestro de carbono. “É preciso conservar a maior biodiversidade do mundo”, argumenta Tersek.
As florestas, até então fora de toda a discussão planetária sobre o clima, foram incluídas no documento final da COP 15. Questões sobre meio ambiente e sustentabilidade, entraram definitivamente na agenda mundial.
Philip Fearnside
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