21 de novembro de 2009
AMAZÔNIA - A Fundação Nacional da Saúde (Funasa) obteve autorização do Ministério do Planejamento para contratar 802 novos servidores para atender à saúde indígena.
O concurso deve acontecer no início de 2010, e é uma das medidas para combater os casos de gripe suína (H1N1 Influenza A) entre os indígenas da Amazônia. O anúncio foi feito na última quinta-feira (19).
Segundo a Funasa, o Departamento de Saúde Indígena (Desai) iniciou uma operação há duas semanas na Amazônia, principalmente na região de fronteira com a Venezuela e a Colômbia. Entre as ações, uma parceria entre o Ministério da Saúde e o da Defesa vai levar vacinas para regiões de difícil acesso.
Além de ações de prevenção também estão sendo desenvolvidas ações emergenciais. -A preparação para o atendimento em casos confirmados envolve até mesmo a disponibilização de horas voo (destinadas para transporte de pacientes e equipe de saúde), além do apoio de laboratórios para a realização de exames-, explica Flávio Pereira Nunes, coordenador-geral de Atenção à Saúde Indígena do Desai.
Casos
Uma criança de dois anos da etnia Panará morreu, na sexta-feira (19), no Hospital Regional de Colíder (650km da capital Cuiabá). A criança apresentava sintomas da nova gripe. Outros três índios Panará contraíram a gripe, mas foram curados e já voltaram para a aldeia.
A Funasa também mostra preocupação para a possibilidade de uma epidemia entre os Yanomami. No último mês, oito índios da etnia morreram infectados pela gripe H1N1 no território da Venezuela. A proximidade entre as aldeias venezuelanas com as brasileiras preocupa, principalmente porque os Yanomami têm baixa imunidade a doenças respiratórias. (VB)
Bernardino Albuquerque
+ Passageiros vindos do exterior reclamam da falta de informações sobre a gripe suina